Um total de 169 cidadãos moçambicanos afectados por actos de xenofobia na África do Sul permanece acolhido na província do Cabo Ocidental, segundo informações actualizadas pelas Missões Diplomáticas e Consulares de Moçambique. Do total, 64 estão em Mossel Bay e 105 em Hermanus.

De acordo com o comunicado divulgado este 5 de Junho, os cidadãos acolhidos continuam a beneficiar de assistência prestada pelas autoridades locais, organizações da sociedade civil e outras entidades envolvidas na resposta humanitária. A situação de maior preocupação mantém-se concentrada no Cabo Ocidental.

As autoridades moçambicanas indicaram que decorrem diligências para assegurar meios de transporte destinados ao eventual repatriamento dos compatriotas que manifestem interesse em regressar ao país. As Missões Diplomáticas e Consulares mantêm contacto permanente com os afectados.

Na província de Mpumalanga foram registadas manifestações no dia 4 de Junho na cidade de Witbank, durante as quais foram proferidas mensagens hostis contra cidadãos estrangeiros. O Consulado-Geral de Moçambique em Mbombela acompanha a situação e continua a apurar o eventual impacto sobre moçambicanos residentes naquela província.

Em KwaZulu-Natal foram reportadas manifestações em Durban e Pinetown, acompanhadas por actos de intimidação dirigidos a cidadãos estrangeiros. Proprietários de estabelecimentos comerciais moçambicanos estão entre os visados, refere a nota oficial.

As autoridades da província do Cabo Ocidental condenaram publicamente os actos de violência e intimidação registados. O Governo sul-africano prossegue esforços para restaurar a confiança e reforçar a convivência pacífica entre as diferentes comunidades residentes no país.

As Missões Diplomáticas e Consulares de Moçambique na África do Sul garantiram que se mantêm em contacto permanente com as autoridades locais e com os cidadãos afectados. A monitoria da evolução da situação prossegue, com prestação de assistência e protecção consular necessárias aos compatriotas.