Um homem de 39 anos está acusado de agredir sexualmente, espancar e assassinar a própria mãe, de 64 anos, no interior da residência familiar no bairro de Zintava, distrito de Marracuene, província de Maputo. O caso chocou a comunidade local pela brutalidade e pela relação entre suspeito e vítima.
O crime foi descoberto após a idosa permanecer trancada no quarto durante dois dias. O filho não demonstrou qualquer preocupação com o estado da mãe, apesar de saber que ela se queixara de mal-estar no dia anterior, segundo declarações do próprio indiciado.
A morte foi inicialmente reportada pelo neto de sete anos, que alegou ter subido à janela e visto o corpo da avó. Contudo, vizinhos e familiares levantaram fortes suspeitas sobre esta versão, apontando que a altura da janela tornaria impossível o acesso à criança e que a mesma não teria capacidade para identificar pessoas mortas.
Uma das filhas da vítima reforçou os indícios criminais ao revelar que o irmão mantinha um histórico de ameaças e agressões verbais contra a mãe. No interior do quarto foi encontrado um pedaço de madeira ensanguentado, e o corpo da idosa apresentava marcas visíveis de espancamento e sinais compatíveis com violência sexual.
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Em declarações à imprensa, o suspeito confirmou que mantinha um relacionamento conflituoso com a mãe, embora tenha alegado que as discussões cessaram nos últimos tempos. O homem afirmou ter sabido do falecimento através do filho e posteriormente chamou membros da igreja.
O caso junta-se a outros episódios de violência doméstica registados no país, incluindo o homicídio de uma sogra com espetadas envenenadas e casos de abuso sexual de menores que têm preocupado as autoridades moçambicanas.
As autoridades policiais de Marracuene prosseguem com as investigações para apurar todas as circunstâncias do crime. O suspeito permanece detido e aguarda apresentação ao Ministério Público para formalização das acusações de homicídio qualificado, violação e violência doméstica.