O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo determinou que o activista Adriano Nuvunga deve pagar uma indemnização de 1 milhão de meticais a Albino Forquilha, líder do partido PODEMOS. A decisão judicial incide sobre declarações difamatórias relacionadas com alegadas transacções financeiras no contexto pós-eleitoral de 2024.
Desenvolvimento
A sentença foi proferida esta terça-feira pelo tribunal da capital moçambicana, pondo termo a um processo que opôs os dois intervenientes políticos. Adriano Nuvunga havia acusado publicamente o presidente do PODEMOS de ter recebido 219 milhões de meticais em troca do abandono da contestação aos resultados eleitorais das gerais realizadas em 2024.
A Procuradoria-Geral da República arquivou o processo criminal relacionado com estas alegações por falta de elementos probatórios suficientes. No entanto, Albino Forquilha avançou com uma acção cível por danos à reputação, que resultou na condenação agora conhecida.
O tribunal considerou provado que as afirmações públicas do activista causaram prejuízos à imagem e honra do líder partidário, sem que existissem fundamentos sólidos para tais declarações. A quantia fixada pretende compensar os danos morais sofridos.
Contexto / Reacções
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Confrontado com a decisão judicial, Adriano Nuvunga manifestou discordância total e anunciou que irá recorrer da sentença para instâncias superiores. O activista mantém-se firme na sua posição relativamente aos factos que tornou públicos.
Já Albino Forquilha saudou o veredicto como uma vitória da verdade e da justiça. O dirigente do PODEMOS aproveitou para apelar aos moçambicanos no sentido de terem cautela antes de fazerem acusações sem provas contra terceiros, alertando para as consequências legais de tais actos.
O caso insere-se num período de tensão política após as eleições gerais de 2024, que foram marcadas por contestações de vários quadrantes da sociedade civil e partidos da oposição.
O Que Esperar
O recurso anunciado por Adriano Nuvunga será analisado por tribunais superiores nos próximos meses. Entretanto, a decisão reforça a jurisprudência sobre limites à liberdade de expressão em Moçambique, particularmente quando envolvem figuras públicas. O desfecho do processo pode influenciar futuros debates sobre responsabilização por declarações públicas no país.