As autoridades sul-africanas vão iniciar o processo formal de extradição de dois suspeitos do assassinato de um casal de turistas no Parque Nacional Kruger, detidos recentemente em Moçambique pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal.
O anúncio foi feito pelo Ministro sul-africano das Florestas, Pescas e Ambiente, Willie Aucamp, que elogiou a colaboração das autoridades moçambicanas na detenção dos suspeitos. As identidades dos detidos não foram reveladas pelas autoridades.
O duplo homicídio ocorreu em maio de 2026 e ganhou repercussão internacional por representar o primeiro incidente deste tipo nos 100 anos de história do parque nacional de Kruger. Trata-se de um marco negativo para uma das maiores reservas naturais de África.
Segundo informações oficiais, os suspeitos roubaram o veículo do casal assassinado após o crime. O automóvel foi rastreado até território moçambicano, onde as autoridades locais conseguiram localizar os presumíveis autores do crime.
A colaboração entre o Serviço Nacional de Investigação Criminal de Moçambique e as autoridades sul-africanas foi determinante para a detenção dos suspeitos. O caso demonstra a eficácia da cooperação bilateral em matéria de segurança e combate ao crime transfronteiriço.
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O processo de extradição seguirá os procedimentos legais estabelecidos nos acordos bilaterais entre Moçambique e a África do Sul. Os suspeitos deverão ser transferidos para território sul-africano para responder pelos crimes perante a justiça do país.
O incidente no Parque Nacional Kruger levantou preocupações sobre a segurança dos turistas na região. O parque é um dos principais destinos turísticos da África Austral e recebe milhares de visitantes anualmente.
As autoridades sul-africanas reforçaram que o caso é tratado com prioridade máxima devido à sua gravidade e ao impacto potencial no sector turístico. O Ministro Willie Aucamp garantiu que todas as medidas necessárias estão a ser implementadas para assegurar justiça às vítimas.
O processo de extradição deverá ser concluído nas próximas semanas, mediante o cumprimento de todos os requisitos legais entre os dois países. As autoridades moçambicanas manifestaram total disponibilidade para cooperar com a justiça sul-africana.