Cobradores de chapas e 'modjeiros' questionam a eficácia da operação de retirada de licenças aos produtores de bebidas espirituosas conhecidas como 'xivotchonguas', depois de constatarem que os produtos continuam disponíveis nos mesmos locais de venda. A situação levanta dúvidas sobre o alcance real das medidas anunciadas pelas autoridades.
A EcoTV entrevistou vários consumidores, considerados pelos comerciantes como os compradores mais frequentes deste tipo de bebidas. O sentimento é de surpresa e desconfiança face aos anúncios oficiais. 'Se fecharam mesmo as fábricas, de onde vêm as bebidas?', questionou um cobrador entrevistado pelo canal televisivo.
Outro consumidor garantiu que consome entre três a cinco unidades por dia e não sentiu qualquer dificuldade para adquirir o produto após a operação. A afirmação sugere que a cadeia de distribuição se mantém activa, apesar das medidas anunciadas contra determinadas marcas. Em notícia relacionada, leia Matendene: Mãe despejada após filho penhorar casa por dívida.
Entre os 'modjeiros', grupo profissional que opera transporte informal, a percepção é idêntica. Vários entrevistados afirmam que as marcas visadas continuam a circular normalmente nos mercados informais, barracas e estabelecimentos comerciais espalhados pela cidade.
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A situação contrasta com outros casos que envolvem o sistema judicial moçambicano, onde as decisões tendem a ser executadas com rigor. A aparente continuidade da comercialização levanta questões sobre os mecanismos de fiscalização implementados.
As declarações dos consumidores alimentam especulações sobre a existência de canais alternativos de abastecimento que estariam a contornar as restrições impostas. A possibilidade de stocks anteriores ainda não esgotados também é considerada, embora o volume de vendas relatado sugira fornecimento contínuo.
O debate nas ruas reflecte a desconfiança crescente em relação à capacidade das autoridades para implementar medidas de controlo no sector das bebidas alcoólicas. A questão mantém-se sem resposta oficial: fecharam ou não as fábricas de 'xivotchonguas' em Moçambique?