Uma mulher foi oficialmente despejada da sua residência em Matendene, Cidade de Maputo, esta quarta-feira, após o filho ter alegadamente penhorado a casa para garantir uma dívida que cresceu de 100 mil para mais de 800 mil meticais. A operação decorreu sob forte aparato policial, com presença de agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
A proprietária do imóvel terá perdido o único património da família sem ter dado consentimento para que a casa fosse usada como garantia. Segundo testemunhas, moradores e familiares assistiram com revolta à retirada forçada da senhora idosa da residência, numa cena que gerou forte indignação popular.
O caso está sob investigação criminal. O SERNIC procura apurar se houve falsificação documental e burla no processo que levou à perda do imóvel. As autoridades investigam se a proprietária tinha conhecimento da utilização da casa como garantia ou se foi vítima de um esquema montado por terceiros, incluindo o próprio filho. Em notícia relacionada, leia Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo, José Norberto Carrilho.
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Informações preliminares indicam que a dívida inicial de cerca de 100 mil meticais foi contraída sem autorização da dona da casa. O valor alegadamente cresceu ao longo do tempo para mais de 800 mil meticais, desencadeando uma batalha judicial que culminou no despejo forçado desta quarta-feira.
A presença da UIR no local aumentou a tensão e a indignação entre os populares. Muitos moradores criticaram o uso de agentes fortemente equipados para acompanhar o despejo de uma mulher idosa, considerando que a operação simboliza uma justiça que protege credores em detrimento de famílias vulneráveis.
O caso soma-se aos desafios do sistema judicial moçambicano que enfrenta pressão para reformas que garantam maior protecção aos cidadãos em situações de vulnerabilidade. As investigações do SERNIC prosseguem para determinar responsabilidades criminais no caso.