O surto de Ébola na República Democrática do Congo provocou 115 mortes e regista agora 598 casos confirmados, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelas autoridades congolesas. Moçambique anunciou o reforço da vigilância epidemiológica nas fronteiras e mantém activo o centro de testagem no Instituto Nacional de Saúde.
O relatório publicado pelas autoridades da RDC indica que foram confirmados 48 novos casos de infecção pelo vírus nas últimas 24 horas antes da divulgação dos dados. O número representa um agravamento significativo do surto que afecta várias províncias do país vizinho.
Dos 598 casos confirmados, 297 doentes encontram-se actualmente hospitalizados ou em isolamento, segundo as autoridades sanitárias congolesas. O número de pessoas curadas ascendeu a 22, mais três do que na última contagem oficial, representando uma taxa de recuperação ainda reduzida face à gravidade do surto.
Face à proximidade geográfica e ao risco de propagação transfronteiriça, Moçambique decidiu manter em funcionamento permanente o centro nacional de testagem da Ébola instalado no Instituto Nacional de Saúde. A estrutura laboratorial permite a confirmação rápida de casos suspeitos e a activação imediata de protocolos de resposta.
O Ministério da Saúde moçambicano reforçou a vigilância epidemiológica nos postos fronteiriços com a RDC e outros países da região africana afectados pelo surto. As equipas sanitárias nos pontos de entrada realizam rastreio de sintomas e monitorização de temperatura a viajantes provenientes de zonas de risco.
Até ao momento, Moçambique não registou qualquer caso confirmado de Ébola no território nacional. A ausência de infecções resulta das medidas preventivas implementadas desde o início do surto na RDC e da capacidade de resposta rápida desenvolvida pelas autoridades sanitárias. Em notícia relacionada, leia Aliança Global garante apoio a Moçambique na vacinação contr.
A capacidade de resposta do sistema de saúde moçambicano tem sido reforçada através de parcerias internacionais e investimento em infra-estruturas laboratoriais. O país dispõe agora de equipamento e pessoal treinado para diagnóstico e gestão de casos suspeitos.
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O surto de Ébola na RDC é um dos mais graves registados na região nos últimos anos. A doença, causada pelo vírus Ébola, transmite-se através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas infectadas e apresenta taxa de mortalidade elevada quando não tratada precocemente.
Os sintomas da infecção incluem febre alta, dores musculares intensas, vómitos, diarreia e hemorragias em casos graves. O período de incubação varia entre 2 e 21 dias, o que torna a vigilância epidemiológica e o rastreio de contactos essenciais para controlar a propagação.
As autoridades sanitárias moçambicanas apelam à população para manter a calma e seguir as recomendações de prevenção. Os cidadãos que apresentem sintomas compatíveis com a doença e tenham viajado para zonas afectadas devem procurar imediatamente assistência médica e informar sobre o histórico de viagem.
O Instituto Nacional de Saúde mantém coordenação permanente com a Organização Mundial da Saúde e outros organismos regionais de saúde pública. O intercâmbio de informação permite actualização constante sobre a evolução do surto e ajuste das medidas preventivas.
O Ministério da Saúde assegurou que Moçambique dispõe de stocks de equipamento de protecção individual e capacidade instalada para isolamento de casos suspeitos em unidades sanitárias de referência. As equipas médicas receberam formação específica sobre protocolos de segurança biológica e gestão clínica da doença.
As autoridades mantêm o sistema de vigilância epidemiológica em alerta máximo e garantem resposta rápida a qualquer caso suspeito detectado no território nacional. O reforço da cooperação regional permanece fundamental para conter a propagação do surto na África Austral.