A Aliança Global para a Vacinação (Gavi) garantiu que vai continuar a apoiar Moçambique na prevenção e combate a doenças infecciosas nos próximos cinco anos, apesar das actuais restrições de financiamento ao sector de saúde. O anúncio foi feito esta quarta-feira pela Directora Executiva da organização, Sania Nistar, durante visita ao Centro de Saúde da Matola-II, na província de Maputo.
A assistência vai concentrar-se na vacinação contra 12 doenças, incluindo malária, sarampo, pneumonia, rota-vírus e tuberculose. Segundo a responsável da Gavi, o programa mantém-se firme mesmo num contexto de restrições financeiras que afectam diversos parceiros internacionais do sector de saúde em Moçambique.
O Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, reconheceu que o apoio da Aliança Global tem produzido resultados positivos na redução de doenças infecciosas no país. Contudo, admitiu que ainda persistem desafios na cobertura vacinal em algumas áreas da província.
A vacinação contra malária representa uma das principais apostas do programa quinquenal. Moçambique regista anualmente milhares de casos de malária, especialmente nas províncias do centro e norte do país, tornando a imunização uma prioridade de saúde pública.
Leia também
O programa de vacinação da Gavi junta-se a outros apoios internacionais que Moçambique tem recebido para reforçar o sistema de saúde. Recentemente, o Banco Mundial aprovou 450 milhões de dólares para apoiar o país na recuperação de infraestruturas após as cheias.
A Aliança Global para a Vacinação é uma parceria público-privada que reúne governos, agências da ONU, sector privado e sociedade civil para melhorar o acesso a vacinas em países de baixo rendimento. A organização opera em Moçambique há mais de duas décadas.
A visita de Sania Nistar ao país incluiu encontros com autoridades de saúde e gestores de unidades sanitárias para avaliar o progresso do programa de imunização. A Directora Executiva visitou ainda centros de armazenamento de vacinas na cidade de Maputo.
O compromisso da Gavi surge num momento em que o Governo moçambicano procura diversificar parcerias internacionais para garantir serviços básicos à população, incluindo saúde e combate à pobreza.