O Governo de Moçambique quer estreitar laços de cooperação com a República Popular da China para aumentar a produção agrícola e diminuir os níveis de pobreza nas zonas rurais. A intenção foi expressa pelo titular da pasta da Planificação e Desenvolvimento durante o Fórum Global de Redução da Pobreza e Desenvolvimento-2026, que decorre em Beijing.
Desenvolvimento
Salim Valá, Ministro da Planificação e Desenvolvimento, destacou em declarações à imprensa na capital chinesa que o sector agrícola permanece estratégico para o desenvolvimento nacional. O governante sublinhou que a maioria dos moçambicanos depende da actividade agrícola para sobrevivência.
O reforço da parceria bilateral visa melhorar a capacidade produtiva dos camponeses, gerar postos de trabalho e elevar os rendimentos nas comunidades rurais. Segundo Valá, estas metas integram o Plano de Recuperação e Crescimento Económico 2025-2029, documento que orienta as políticas públicas do país nos próximos anos.
O plano governamental estabelece como áreas prioritárias o fomento da agricultura, a geração de emprego, o apoio às Pequenas e Médias Empresas e a construção de infra-estruturas económicas. A estratégia procura assegurar crescimento inclusivo e melhorar as condições de vida da população.
Contexto / Reacções
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A China reduziu drasticamente a pobreza nas últimas décadas, tirando centenas de milhões de pessoas da miséria através de políticas focadas no desenvolvimento rural e modernização agrícola. Esta transformação económica e social atrai o interesse de vários países africanos, incluindo Moçambique.
Para o Governo moçambicano, o modelo chinês representa uma referência válida para acelerar o combate à pobreza. Valá afirmou que a experiência do gigante asiático pode contribuir para melhorar as condições de vida nas zonas rurais moçambicanas, onde a taxa de pobreza permanece elevada.
A cooperação entre Maputo e Beijing tem-se intensificado nos últimos anos, abrangendo sectores como infra-estruturas, agricultura, comércio e investimento directo.
O Que Esperar
A participação no fórum em Beijing poderá resultar em novos acordos de cooperação técnica e financeira entre os dois países. Espera-se que programas conjuntos de transferência de tecnologia agrícola e formação de técnicos moçambicanos sejam definidos nos próximos meses, beneficiando directamente os agricultores nas províncias.