O Governo de Moçambique e o Banco Mundial assinaram esta terça-feira, em Maputo, cinco acordos de financiamento no valor de 450 milhões de dólares norte-americanos. Os fundos destinam-se a reforçar a resposta aos desafios económicos e sociais que o país enfrenta após choques macroeconómicos recentes.
A formalização dos acordos decorreu durante uma audiência concedida pela primeira-ministra a uma delegação do Banco Mundial, liderada pelo director-geral e director de Conhecimento da instituição internacional, Paschal Donohoe.
Segundo a ministra das Finanças, Carla Louveira, os novos financiamentos surgem como resposta directa às cheias registadas no início do ano e aos impactos do conflito no Médio Oriente na economia moçambicana. "Um dos aspectos principais a que o Banco Mundial visa responder é a preocupação com os recentes choques macroeconómicos que Moçambique enfrentou, nomeadamente o impacto das mudanças climáticas e os efeitos do conflito no Médio Oriente na nossa economia", afirmou a governante.
A ministra explicou que os acordos abrangem quatro áreas estratégicas de intervenção: protecção social, agricultura e agro-negócio, educação, recursos hídricos e saneamento. Foi aprovado um financiamento adicional de 155 milhões de dólares para a área da protecção social e um reforço de 50 milhões de dólares para a agricultura e agro-negócio. Em notícia relacionada, leia EUA barram melhor árbitro de África no aeroporto e ameaçam M.
O pacote inclui ainda uma subvenção de 300 milhões de dólares destinada aos sectores da educação, protecção social, recursos hídricos, saneamento e agricultura. "O mecanismo desenhado vai permitir um desembolso e uma execução imediata, possibilitando uma resposta rápida para a melhoria da actividade económica e das condições de vida da população", destacou Carla Louveira.
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O director-geral do Banco Mundial, Paschal Donohoe, afirmou que os novos acordos representam um importante reforço do apoio da instituição ao país. "Hoje assinámos acordos que totalizam mais de 450 milhões de dólares em subvenções para apoiar as pessoas e a economia de Moçambique", declarou.
O responsável acrescentou que os financiamentos pretendem criar condições para o desenvolvimento do capital humano e para a geração de oportunidades de emprego. "Estes acordos reflectem a forma como podemos trabalhar melhor em conjunto para dotar os moçambicanos das competências necessárias para terem melhores oportunidades de emprego no futuro", sublinhou.
Os novos financiamentos enquadram-se no Quadro de Parceria Económica recentemente anunciado pelo Banco Mundial para Moçambique, avaliado em 10 mil milhões de dólares norte-americanos. Deste montante, quatro mil milhões serão destinados ao sector privado e seis mil milhões ao sector público.
O apoio surge num contexto em que o país enfrenta desafios económicos significativos, numa altura em que o Banco Central registou perdas de 12,8 mil milhões de meticais. O desembolso imediato dos fundos visa garantir uma resposta rápida às necessidades das populações afectadas pelas calamidades naturais e pela instabilidade económica global.