As atividades administrativas nos Serviços Provinciais das Actividades Económicas na Zambézia sofreram uma interrupção total na manhã desta segunda-feira. O bloqueio foi provocado por agentes de uma empresa de segurança privada que decidiram vedar por completo os acessos às instalações da instituição. O protesto radical surge como uma resposta extrema a um cenário considerado insustentável pelos trabalhadores, que reclamam o pagamento de dezoito meses de salários em atraso, uma situação que arrasta várias famílias para uma crise financeira profunda.
De acordo com as declarações dos manifestantes, o nó górdio do problema reside no facto de a própria instituição estatal nunca ter liquidado as faturas correspondentes aos serviços de proteção e vigilância que lhe foram prestados ao longo do último ano e meio. O representante legal da empresa de segurança privada confirmou o cenário de incumprimento, assegurando que nenhuma das faturas emitidas e submetidas regularmente à direção daquela entidade pública foi paga durante todo este período, acumulando-se uma dívida de grande dimensão.
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A tensão no local atingiu o ponto de rutura após uma decisão recente da liderança da instituição. De forma totalmente inesperada para os prestadores de serviço, foi comunicada a rescisão unilateral do contrato de segurança, ignorando a volumosa dívida que permanecia por liquidar. Esta medida foi recebida com enorme indignação e revolta pelos agentes, que afirmam ter esgotado previamente todos os canais formais e as vias de diálogo possíveis para encontrar um desfecho consensual, sem que tivessem obtido qualquer resposta satisfatória.
Durante o período em que uma equipa de reportagem esteve no terreno a acompanhar os acontecimentos e a recolher depoimentos, o diretor dos Serviços Provinciais tentou intervir diretamente junto dos manifestantes. O dirigente procurou abrir uma mesa de negociações de emergência e acalmar os ânimos exaltados à entrada do edifício, mas as suas propostas iniciais não surtiram o efeito desejado. Firmes na sua posição, os agentes de segurança mantiveram o bloqueio das portas e reafirmaram categoricamente que a paralisação das atividades administrativas vai continuar por tempo indeterminado, garantindo que só abandonarão o local quando a situação dos salários em atraso estiver totalmente regularizada.