Operadores de transporte que servem a rota entre a Baixa de Maputo e Ka Elisa, no distrito de Matutuíne, mantêm a paralisação pelo terceiro dia consecutivo desde terça-feira. A greve foi desencadeada pela exigência de implementação da tarifa de 30 meticais aprovada pela Assembleia Provincial, contra os anteriores 25 meticais.

Desenvolvimento

A situação no Posto Administrativo de Ka Tembe Nsime caracteriza-se por viaturas de transporte de 15 lugares totalmente paralisadas, enquanto passageiros enfrentam dificuldades para se deslocarem. Operadores de táxi motorizada aproveitam a oportunidade para cobrir parte da procura.

Após o início da paralisação, a empresa pública de transportes de Maputo deslocou três autocarros para garantir a ligação entre Ka Elisa e a capital. Utentes destes veículos reportaram tentativas de bloqueio por parte dos transportadores em greve, situação que levou ao posicionamento de agentes da Polícia da República de Moçambique no local.

Os operadores, contudo, negam qualquer acção de bloqueio. Manifestam estranheza por não terem sido incluídos no processo de licenciamento massivo que lhes permitiria aceder a subsídios governamentais.

Contexto / Reacções

A Polícia Municipal esclareceu que a tarifa de transporte para Ka Tembe Nsime a partir de Maputo permanecerá inalterada, contrariando as expectativas dos transportadores que exigem a aplicação imediata do valor aprovado pela Assembleia Provincial.

O reajuste tarifário foi oficialmente aprovado pelas autoridades provinciais, aumentando o custo da viagem em 5 meticais. A discrepância entre a aprovação e a implementação no terreno está no centro do conflito que paralisa o sector há três dias.

O distrito de Matutuíne depende fortemente desta rota para ligar comunidades ao centro económico da província. A paralisação afecta milhares de utentes que se deslocam diariamente para trabalho, educação e comércio.

O Que Esperar

A continuidade do serviço depende de negociações entre transportadores, autoridades provinciais e entidades reguladoras. Enquanto não houver acordo, os três autocarros da empresa pública mantêm-se como única alternativa regular. O desfecho poderá envolver esclarecimentos sobre critérios de subsídios e prazos de implementação tarifária.