Uma equipa de jornalistas da EcoTV foi apedrejada por um grupo de alunos durante a cobertura de um protesto de proprietários de estabelecimentos comerciais encerrados em frente à Escola Secundária da Liberdade, em Maputo. O incidente ocorreu num contexto de forte tensão na zona, após o encerramento forçado de mercearias, papelarias e centros de refeições nas imediações da instituição de ensino.
Os proprietários dos estabelecimentos realizavam uma manifestação contra o fecho das suas "barracas", quando a situação degenerou em violência contra os profissionais de imprensa. Durante o protesto, vários comerciantes denunciaram a alegada existência de pontos de venda de "xivotchongos" e suruma nas proximidades da escola, exigindo que as autoridades combatam as actividades ilícitas.
Os manifestantes argumentam que os seus estabelecimentos operam legalmente e vendem apenas produtos necessários para os estudantes. Segundo os proprietários, as autoridades deveriam priorizar o combate ao tráfico de droga em vez de encerrar negócios formais que servem a comunidade escolar. Em notícia relacionada, leia Zavala: Pai detido por violar filha de 12 anos durante seis .
O episódio agravou o clima de instabilidade na Liberdade, numa semana marcada por protestos e forte contestação após o homicídio de um estudante que chocou a comunidade. A morte do aluno desencadeou uma onda de revolta entre estudantes, pais e encarregados de educação da zona.
Leia também
O ataque aos jornalistas da EcoTV representa mais um episódio de violência contra profissionais de comunicação social no exercício das suas funções. A equipa não sofreu ferimentos graves, mas o material de reportagem foi danificado durante o apedrejamento.
As autoridades policiais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o incidente nem sobre as denúncias de venda de estupefacientes nas imediações da Escola Secundária da Liberdade. A situação na zona permanece tensa, com a possibilidade de novos protestos nos próximos dias.
O encerramento dos estabelecimentos comerciais faz parte de operações de fiscalização conduzidas pelas autoridades municipais na área envolvente das instituições de ensino da capital. Os proprietários afectados exigem uma reunião com as autoridades para discutir a reabertura dos seus negócios e critérios claros de fiscalização.