O setor da Agricultura, Ambiente e Pescas deve focar os esforços na preparação para enfrentar os impactos do El Niño, que poderá trazer seca às zonas Sul e Centro e excesso de precipitação ao Norte do país. O alerta partiu da liderança do ministério, através de Roberto Albino, que cumpre uma agenda de trabalho na província de Sofala. Durante a visita, a equipa governamental enfrentou os questionamentos da classe produtora local em relação às dificuldades persistentes no acesso ao financiamento, insumos agrícolas e medicamentos veterinários.
A comitiva oficial, que contou também com a participação da representação do Banco Mundial através de Fily Sissoko, escalou esta terça-feira o distrito do Búzi. O objetivo do encontro com quem se dedica à agricultura e à criação de gado foi auscultar as principais preocupações que travam o desenvolvimento do setor agrário e pecuário na região.
No debate aberto, o setor produtivo expôs os desafios diários enfrentados no campo. Entre as maiores exigências apresentadas pelas comunidades locais constam a urgência de linhas de crédito para impulsionar a produção e mitigar os prejuízos causados por fenómenos climáticos extremos, o fornecimento regular de vacinas, e o acesso a raças animais melhoradas, tidas como essenciais para elevar a produtividade e a qualidade do efetivo pecuário.
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Após ouvir os depoimentos, Roberto Mito Albino reconheceu a legitimidade das barreiras apontadas e reforçou a mensagem de que as pessoas que trabalham na terra precisam de se antecipar aos efeitos das mudanças climáticas, classificadas como uma realidade inevitável. Como alternativa viável, o governante sugeriu a organização da classe em cooperativas, explicando que este modelo de associação facilita a captação de recursos financeiros e viabiliza a abertura de farmácias veterinárias comunitárias para responder à procura local.
Por sua vez, a representação do Banco Mundial reiterou o compromisso de manter o apoio financeiro e técnico a iniciativas que promovam a autonomia económica e a resiliência produtiva em Moçambique. Esta ronda de diálogo na província de Sofala faz parte de um processo abrangente de diagnóstico das necessidades do setor agrícola antes da canalização de novas verbas através do projeto MozAgriBiz.