Moçambique iniciou o repatriamento de mais 169 cidadãos nacionais acolhidos em centros temporários na África do Sul, na sequência dos recentes ataques xenófobos registados naquele país. A operação abrange moçambicanos instalados nas localidades de Mossel Bay e Hermanus, ambas na Província do Cabo Ocidental.
De acordo com um comunicado do Gabinete de Informação de Moçambique, foram concluídos todos os preparativos logísticos para garantir o transporte e a assistência aos cidadãos durante o percurso de regresso ao território nacional. O Governo assegura que as condições de segurança estão garantidas.
Com a chegada deste grupo, o número total de cidadãos repatriados após a vaga de ataques xenófobos eleva-se para 714 pessoas. Na terça-feira passada, 545 moçambicanos já tinham regressado ao país na primeira fase da operação de repatriamento.
As missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul mantêm o acompanhamento da situação no terreno. Os serviços consulares prestam apoio directo aos cidadãos afectados e coordenam todas as acções necessárias para assegurar o regresso em condições de segurança e dignidade.
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As autoridades sul-africanas da Província do Cabo Ocidental alertaram para a possibilidade de novas manifestações anti-imigração nas próximas semanas. O cenário de instabilidade mantém-se em várias localidades onde residem comunidades de imigrantes africanos, incluindo os 169 moçambicanos que estavam acolhidos em centros comunitários temporários.
Perante este quadro de incerteza, o Executivo moçambicano garante que continuará a monitorizar atentamente a evolução dos acontecimentos na África do Sul. O Governo compromete-se a adoptar todas as medidas necessárias para proteger e assistir os cidadãos nacionais que permanecem no país vizinho.
O Gabinfo sublinha que os mecanismos de coordenação entre Maputo e Pretória permanecem activos. As autoridades de ambos os países mantêm contactos regulares para avaliar a situação e definir as acções de protecção aos cidadãos moçambicanos em risco.
Moçambique reafirma o compromisso de garantir a segurança de todos os seus cidadãos no exterior e apela às autoridades sul-africanas para reforçarem as medidas de protecção das comunidades imigrantes no seu território.