A Polícia da República de Moçambique deteve em Tete um funcionário que desviou 70 mil meticais do seu empregador, um cidadão chinês, para adquirir um terreno. O detido, que trabalhava na empresa há 15 anos, confessou o crime às autoridades.

Segundo informações recolhidas pela TV Miramar junto da corporação, o indiciado tinha recebido 78.800 meticais destinados ao pagamento de descontos ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Contudo, subtraiu 70 mil meticais para pagar um terreno, alegando que o patrão recusava emprestar-lhe dinheiro para a aquisição do espaço.

A polícia revelou que o funcionário era responsável mensal pela canalização dos descontos ao INSS, função que desempenhava devido à confiança depositada pelo empregador ao longo dos 15 anos de trabalho. As autoridades apuraram que, gradualmente, o detido subtraía parte dos valores, mas desta vez o desvio foi bastante elevado e realizado de uma única vez.

O caso soma-se a outros episódios de desvio de fundos registados no país, como a recente detenção em Nampula de um chefe de departamento e empreiteiro por desvio de 22 milhões de meticais, que evidencia a persistência de crimes financeiros em instituições públicas e privadas.

As autoridades conseguiram recuperar na totalidade o valor usado na compra do terreno. O acusado afirmou que o dinheiro recuperado resultou da contribuição de familiares e garantiu não ter perdido a titularidade do terreno adquirido. Apesar disso, manifestou arrependimento pelo acto cometido.

A situação reflecte uma tendência crescente de crimes de peculato e desvio de fundos no país, tal como demonstrado pelos 143 funcionários da Educação acusados de peculato em Mecubúri, que afectam tanto o sector público como privado.

O detido deverá ser presente às autoridades judiciais competentes para responder pelo crime de apropriação indevida. A polícia reforça que continuará a combater este tipo de criminalidade que prejudica a economia e a confiança nas relações laborais.